terça-feira, 24 de agosto de 2010

:: Fé Demais Nunca Cheira Bem


Em 1972, o Padre James Chesney era um homem de fé como poucos na Irlanda. Organizava bingos para arrecadar dinheiro e preparava seus sermões de domingo com seriedade. Padre Chesney só tinha um defeito - ao invés de abusar sexualmente de crianças como todo mundo ele optava por explodi-las em pedaços.

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Eu não posso afirmar que a fé move montanhas, entretanto, já vimos que ela pode sumir com embaixadas, igrejas e até arranha-céus. O Islã não é a única fé pela qual muitos se escondem para praticar o mal. A Igreja Católica teve sua famosa fase Inquisidora, com desdobramentos até mesmo no Brasil, que matou cruelmente bem mais do que o Hamas, Hisb'Allah e Al-Qaeda juntas. E, assim como elas, vez em quando elas recebem um incentivo do Estado.

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Padre James Chesney não foi preso, processado ou mesmo qujestionado. Com a ajuda da polícia, políticos e a própria Igreja Católica ele escapou de uma vida na prisão porque as mais augustas autoridades de cada instituição não queriam piorar as tensões geradas entre católicos e protestantes naquela região.

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E porque uma investigação séria poderia revelar o passatempo dos padres do IRA nos anos 70. E não estou falando de bingos clandestinos.


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

:: Dinheiro Na Mão Voa. De Primeira Classe.


Não é só de ópio que vive o tráfico no Afeganistão - aquele fim de mundo asiático que os EUA, assim como os soviéticos nos anos 80, vem sangrando recursos e sangue nos últimos 9 anos.

Aparentemente, o produto mais popular entre os traficantes internacionais do Oriente Médio e Ásia Menor é Dinheiro.

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Assim como água, petróleo e diamantes, dinheiro é um produto escasso e precioso. Sejam cheques, cartões, transações eletrônicas, todos os métodos modernos de movimentação financeira podem ser facilmente rastreados se houver a disposição necessária. Mas dinheiro bruto? Bem mais difícil.

Isso torna grandes quantidades do bom e velho papel-moeda o sonho de consumo de qualquer um que deseje fazer seus negócios discretamente. Você sabe: terroristas, governos em guerra, traficantes, políticos, prostitutas ou maridos infiéis.

Leve em consideração que só existe hoje aproximadamente 3.000 dólares em dinheiro vivo para cada cidadão americano (suponho que no Brasil não seja muito diferente) e negociatas internacionais são medidas na casa de milhões o tráfico de notas passa a ser bem um negócio que - desculpem o trocadilho - dá muito dinheiro.

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Então, quando o Afeganistão e os EUA estimam que mais ou menos 1 bilhão de dólares não declarados escorregam em maletas pelas fronteiras para Dubai e outras nações você sabe que para o Criança-Esperança é que essa quantia não será destinada.


sábado, 21 de agosto de 2010

If You Can't Kill The Message...


:: Em 2003, os EUA pretendiam invadir o Iraque e depor Saddam Hussein. Depois de algumas experiências no Irã, Nicarágua e Panamá país sabe que sem o apoio popular isto não é nada fácil.

Uma das muitas idéias do setor da CIA chamado Iraq Operations Group foi usar um recurso muito popular na época para gerar escândalos, especialmente para celebridades - uma sex tape.

Mas Saddam não iria aparecer ejaculando nos peitos da Paris Hilton. No lugar, um vídeo estratégicamente mal feito, granulado, com aparência de câmera escondida mostraria um dublê do então ditador festejando com um adolescente. A idéia era desacreditar Saddam perante seu povo como gay e pedófilo. Segundo o jornalista Jeff Stein, do SpyTalk, a Companhia chegou a gravar vídeos falsos de Osama Bin Laden e seus acólitos em volta fogueira com bebidas alcóolicas (que o Islã proíbe) e sexo com homens jovens.

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A razão para esta campanha de desinformação não ter ido adiante é o simples fato de analistas alertarem sobre o conflito cultural:

"The ideas were patently ridiculous [...] they came from people whose careers were spent in Latin America or East Asia and didn’t understand the cultural nuances of the region. Saddam playing with boys would have no resonance in the Middle East - nobody cares [...] Trying to mount such a campaign would show a total misunderstanding of the target. We always mistake our own taboos as universal when, in fact, they are just our taboos."

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Neste sábado (21 de Agosto), a Suécia expediu DOIS mandados de prisão para o fundador do WikiLeaks Julian Assange - aquele que possue um site que liberou o vídeo Collateral Murder (que mostra uma unidade do exército americano dizimando 12 pessoas inocentes, dentre eles dois jornalistas da Reuters) e, mais recentemente, disponibilizou mais de 90.000 relatórios secretos da guerra no Afeganistão colocando a mídia e opinião pública a par de cada erro tático e morte de civis cometida no conflito.

A polícia sueca alega que Assange agrediu e estuprou duas mulheres em dias diferentes nas últimas duas semanas mas vítimas estariam com medo de ter seus nomes revelados. Apenas nos próximos dias saberemos se as acusações realmente procedem e se Julian Assange é um maníaco estuprador. Alguém que tem a coragem de peitar a maior máquina de propaganda de guerra do planeta praticamente sozinho só pode ser mesmo meio louco.

Apenas uma coisa é certa - se homossexualidade e alcoolismo não funcionam, pergunte ao Roman Polanski o que uma acusação de estupro faz à sua credibilidade.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

:: Not In NY Backyard


:: Existia até poucos dias atrás uma mesquita islâmica em Hamburgo de nome Masjid Taiba. Mas há quase 10 anos ela é mais conhecida pela mídia como "Mesquita 11/9". A razão para isso é que ela abrigou durante um certo período alguns dos sequestradores dos aviões que se chocaram com o WTC naquela dia que você sabe qual. Relatórios de inteligência acreditam que novamente o lugar de adoração a Allah estava sendo usado por extremistas, então o governo alemão resolveu fechá-la para sempre.

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Do outro lado do mundo, ou mais especificamente a dois quarteirões do Ground Zero, um centro comunitário que ainda nem está pronto é alvo da polêmica do momento em New York. A razão é simples e complicada ao mesmo tempo - é também uma mesquita muçulmana que recebe apoio de Barack Obama e o próprio Prefeito de NY, Michael Bloomberg. Segundo a TIME e a The New Yorker, a maioria quase absoluta da população reprova a construção do centro - ou "The Ground Zero Mosque", como foi apelidado - tão próximo do local que representa o evento catalisador do atoleiro em que os EUA se meteram.

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Religião à parte, é fato e conhecimento público que locais de adoração islâmicos podem se tornar ninhos de extremistas em qualquer país. Líderes islâmicos de Inglaterra, Alemanha, Marrocos e até mesmo nos EUA tentam manter longe qualquer fiel que possa representar perseguição de sua fé. Óbvio, alguns não tem sucesso e outros são simplesmente coniventes, às vezes até estimulam. No Marrocos, mais de 1500 mesquitas estão sob investigação e umas 200 já fecharam as portas. Então, a discussão de Gustavo Chacra em sua coluna hoje no Estadão tenta responder: os americanos estão corretos ou estão sendo islamofóbicos?

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Dificilmente.

Acredito que a verdadeira razão esteja numa antiga expressão chamada "NimBy", algo que a sociedade americana tem em comum com a brasileira. Todos acham que a solução para o crime pode estar na construção de mais prisões - desde que não seja na minha rua. O povo precisa de centros de ajuda a dependentes químicos e recuperação de ex-presidiários - mas não no meu quarteirão. Para a sociedade americana (e a nossa) você pode construir qualquer instituição de ajuda social como casas de baixíssimo custo para os Sem-Teto... mas não no meu quintal... Not In My Backyard.

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Se o cidadão americano não suporta nada que simbolize a infinitesimal e improvável possibilidade de risco para si e os seus em troca do bem-estar do próximo como prisões, abrigos ou rehabs perto de casa, não é uma mesquita onde infiltrados (apenas em teoria) poderiam se reunir e planejar novos ataques aos preciosos McDonald's e Starbucks que iriam levar numa boa e com o coração aberto, generoso.


:: Uma Arma às Sextas

Se você é do tipo que adora os clássicos, assiste antigos filmes em drive-ins dirigindo seu mustang ou seu opala 4.2 a melhor arma para você não é uma pistola alemã cheia de para-que-isso ou tecnologia do século XXI. Sua melhor companheira é qualquer boa variante da clássica M1911[A1].



Desde 1911, assim como o pretiho básico, a M1911 tem sido a melhor amiga do operativo à moda antiga tendo servido nas duas grandes guerras, da Coréia e Vietnam, Golfo, Afeganistão, Iraque, etc. possuindo calibre .45ACP, semi-automática, clip de 7 disparos com velocidade 230 m/s.



A M1911 possui tantas variantes e nomes adotados diferentes que decorar todos seria inviável, mas saiba que até mesmo o Brasil produz um clone - Imbel M1911 - que aparece nas mãos de Zé Pequeno no filme Cidade de Deus. Aliás, qualquer filme com um bom tiroteio não dispensa a aparição de qualquer modelo desta pistola. Escolha qualquer um e ela estará lá nas mãos de alguém.



Como todos os clássicos, a M1911 nunca sai de moda e combina com todas as ocasiões, desde assistir o cair do sol em longos passeios românticos nas cavernas afegãs até aquela cerveja informal com os amigos em algum bunker iraquiano.


 
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