sexta-feira, 12 de novembro de 2010

:: Em Breve, Num País Perto de Você.

:: Estreou esta semana no Oriente Médio um trailer de filme sobre estrangeiros inocentes que são massacrados e uma unidade secreta que é enviada para eliminar cada um deles como retribuição. Você já viu esse filme antes... não fossem os inocentes turcos e os assassinos... israelenses. Este é o mote do mais caro filme turco baseado numa série de TV chamado "Valley Fo The Wolves: Palestine".



O herói, cujo nome é Polat Alemdar, é uma mistura de Jack Bauer + Rambo que encabeça um grupo de elite que invade território israelense para caçar os responsáveis pelo assassinato de uma dezena de pessoas numa FLOTILHA que foi abordada por soldados das forças especiais de Israel. Hmmm, que coincidência. Polat Alemdar mata, prende e arrebenta dentro das fronteiras do país matando soldados, derrubando helicópteros, o pacote completo.

Desnecessário dizer, a Nação da Estrela de Davi está muito puta com a prévia exibida. A série de filmes já foi taxada de anti-americana (o que está na moda), anti-cristã (o que é nunca foi problema no ocidente) e agora anti-semita (o que, diferentemente, sempre gera polêmica grossa) sugerindo inclusive que o governo de Israel esteja preocupado com a desenfreada natalidade árabe em seus territórios - e realmente alguns analistas acham que árabes vão superar a população judia em questão de poucas décadas.

Em certo ponto, um soldado em Gaza pergunta a Polar "O que você veio fazer em Israel?", no que ele retruca "Eu não vim a Israel, vim a Palestina". Vocês podem imaginar o que a produção turca, que estréia em Janeiro, ainda não vai causar por aquelas bandas especialmente num momento onde a diplomacia entre Judeus e Turcos não anda muito boa desde o episódio da flotilha e o povo de Gaza já considera a Turquia como uma nação justa e amiga.
 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

:: Terrorismo Para Leigos



:: Se você sempre sonhou em se juntar Al-Qaeda, fugir da CIA nas cavernas do Paquistão cercado apenas de cabras - que lhe dão leite, companhia e carinho nas noites frias - e decapitar infiéis mas seu orçamento só lhe permite xingar muito no twitter SEUS PROBLEMAS ACABARAM com o Technical Mujahid, o Manual de Treinamento para Jihadistas.

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A revista que circula nos foruns mais provocativos do mundo islâmico diz que o muçulmano que teme Allah mas que teme ainda mais os serviços secretos do Grande Satã pode pregar a resistência sem medo na comodidade do seu lar apenas seguindo as dicas nela contidas. Uma de suas edições relata com didatismo os seguintes capítulos:

1) Comunicação Secreta e Como Esconder Mensagens em Imagens
2) Webdesign de Websites de A a Z
3) Armas Inteligentes, Mísseis Portátes de Curto Alcance
4) "Secrets of Mujahideen"
5) Video e Legendagem

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Basicamente, o que este adorável boletim eletrônico ensina é ao jihadista de boutique como contribuir de forma real com a causa dos extremistas escondendo códigos com programas Esteganografia e encriptação (citando o tal programa "Secrets of Mujahideen") até mesmo com exemplos práticos de comunicações reais entre insurgentes no Iraque utilizando avatares (como os do twitter).

Para os terroristas mais marqueteiros, há seções que explicam a colocar sites com propaganda radical em sites estrangeiros já que "webmasters árabes são incompetentes". Indica as armas mais eficientes para derrubar alvos maiores como helicópteros Apache, preferencialmente mísseis Stinger com links de download para manuais de operação e tudo o mais. Mais informativo do que o helpdesk da LocaWeb, por exemplo.

E caso você venha a cortar a cabeça de algum jornalista americano, o instrutivo manual até demonstra como arte-finalizar um vídeo com fundo musical adequado, legandas em inglês e eliminação de ruídos que possam identificar o local onde foi filmado. Possuindo até informações úteis de como forças de segurança grampeiam telefones celulares, o Technical Mujahid é praticamente a Bíblia do terrorista amador. Quero dizer, Bíblia não...


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

:: Torture? Yes, We Can!



:: Imagine que você está tomando seu café no aeroporto e, subitamente, a próxima coisa que você se lembra é de que foi drogado, encapuzado e levado num avião de carga para algum país distante o qual você não faz idéia. Lá você é preso, interrogado e torturado até que solte uma informação qualquer sobre um assunto que você desconhece e confesse relação com pessoas que nunca ouviu falar. Fosse uma quadrilha isso seria chamado de Sequestro. Quando a prática é governamental, recebe a alcunha de "Sentença Extraordinária".

Black Site é o nome de locais onde governos cuja constituição não permite interrogatórios avançados (a.k.a. "Tortura") levam seus combatentes inimigos capturados ou suspeitos de atividades terroristas para angariar informações sobre atividades de suas supostas células. Tanto a CIA como o MI6 são acusados regularmente do uso de tais brechas legislativas para conseguir proteger seus cidadãos sem ferir as leis do país.

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E foi assim que Khalid El-Masri teve a infelicidade de ser quase homônimo de Khalid al-Masri. O primeiro um simples cidadão alemão cuidando da sua vida e o segundo um alto membro da Al-Qaeda. Khalid foi abdizido na Macedônia e transferido para uma prisão no Afeganistão pela CIA onde foi surrado e eventualmente sodomizado durante meses até que um diretor da CIA avisou à Condoleeza Rice, então Conselheira em Segurança Nacional do Governo Bush, de que Khalid era inocente e ordenasse sua soltura no meio de uma estrada deserta na Albânia.

Khalid não teve direito à retratação, desculpas, um "foi malzaê" e nem mesmo gratificado com as impressionantes milhas aéreas. Óbvio, abriu a boca pra todo mundo que quisesse ouvir - o que inclui os principais jornais americanos.

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Extenso debate sobre "Setença Extraordinária", também conhecida como "Torture By Proxy", causou embaraços para os Republicanos e Obama jura de pés juntos que no seu governo isso não seria permitido. Considerando que os EUA possuem black sites no Afeganistão, Bósnia, Cuba, Iraque, Kosovo, Lituânia, Paquistão, Polônia, Romênia e Tailândia e que legisladores americanos avisaram que não é contra a lei tortura em outros solos ele provavelmente quer dizer: "No, We Shouldn't but YES, WE CAN."

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

:: Meu Nome Não é Osama



:: Mesmo que usuários não gostem, é até meio óbvio o que dizem - quem usa drogas financia a violência. E quando se trata de cocaína, também ajuda a financiar o terrorismo. Custear uma guerra santa não é barato. Na falta de recursos para comprar suas AKMs e pastilhas de Semtex, os extremistas apelam para o tráfico de drogas.

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E, assim, a rota de cocaína que sai da Colômbia - que produz aproximadamente 60% da emanda mundial - passa pelo Brasil para chegar até a África, principalmente um país muito pouco conhecido por aqui mas bastante popular na Europa: a Argélia.

A nação é constantemente ameaçada pela organização chamada Al-Qaeda Organization in The Islamic Maghreb, também conhecida na roda de samba como AQIM.

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Algumas das atividades desse exclusivo clube de salafistas incluem sequestro, bombas, assassinato político com o intuito de desestabilizar governos islâmicos frágeis africanos e que declarou como inimigos a França, a Espanha e - pasmém - os EUA. E um de seus métodos e lotar a Europa com toneladas cocaína vinda da América do Sul ganhando milhões de dólares no processo.

Usados, também, para bancar a vida boa deste cara .
 
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