quarta-feira, 16 de março de 2011

:: Don't Send a Soldier Make a Job For Spies



:: Raymond Davis, um americano de 36 anos dirigia tranquilamente pela rua quando foi abordado por duas estranhas figuras que pareciam, supostamente, querer assaltá-lo. Esse acontecimento gerou a maior crise diplomática (e criminal) dos últimos anos.

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Porque Raymond Davis é um mercenário com ligações com a Xe Services (ex-Blackwater). Contratado pela CIA. Dirigindo pelas ruas do Paquistão. Num lugar onde não deveria estar. Provavelmente localizando lugares para ataques de Drones. E Raymond Davis matou os dois atacantes a tiros de Beretta.

Um espião experiente teria lidado com a situação e sumido nas sombras através de seus contatos. Mas um soldado só sabe matar e cumprir ordens confiando que seus superiores vão resolver pequenas tecnicalidades como abate de seus cidadãos por estrangeiros.

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Não é surpresa que a população do país trate soldados de aluguel como Davis iguais a leprosos, por tudo que a Backwater e demais empresas de guerrilha privada já aprontaram no Oriente Médio e Asia, enquanto o pessoal em Washington enaltece seu suposto "Diplomata" e pede sua imediata libertação porque, vocês sabem, não importa o que mercenários da CIA façam - eles tem que ter imunidade.

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Depois de toda uma campanha para julgar e condenar Davis por assassinato e acalmar o clamor do povo, ele acaba de ser libertado pelo Paquistão após "as famílias dos dois homens mortos declararem solenemente que concediam seu perdão" - claro, após serem separadas dos seus advogados (que foram detidos por 4 horas) e receberem pressão dos representantes americanos . Uma compensação de 700 mil dólares por família, soma que um Paquistanês médio não juntaria em duas encarnações, certamente ajudou bastante.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

:: Um Álbum às Quintas


:: Ok, é mentira. Este não é um Um Álbum às Quintas. Está mais para Um Monte de Músicas de Diversos Álbuns às Quintas.

Explico.

Era uma vez uma banda de NY que se chamava "Are You My Mother?" criada por dois amigos chamados Adam Schlesinger and Chris Collingwood. Depois de algum tempo trocando para nomes cada vez mais ridículos, um sucesso escrito por Schlesinger toma conta das rádios dentro e fora do EUA e ainda recebe uma indicação ao Oscar por ser a trilha sonora do homônimo filme "That Thing You Do", com Tom Hanks. Nessa época, os integrantes chegam ao derradeiro nome e identidade musical - Fountains Of Wayne.


O grupinho de Power Pop Rock lança a partir daí alguns álbuns de relativo ou grande sucesso com uma penca de músicas bacanas que, de tão espalhadas pela obra, não deixam que eu escolha apenas um álbum. Eu sei que vocês conhecem "Stacy's Mom", "Hey Julie" ou a favorita da séries enlatadas, "All Kinds of Time" mas confie em mim - da próxima vez que você quiser um rockinho desses mais pra The Magic Numbers do que pra Greenday (numa escala pretensiosidade), aponte para seu programa favorito de download de mp3s, digamos que seja o iTunes (aham...), e crie uma hitlist (não necessariamente) nessa ordem:

- Maureen
- The Girl I Can't Forget
- I Know You Well
- Bright Future On Sales
- All Kinds Of Time
- Hey, Julie
- It Must Be Summer
- Hackensack
- You Curse At Girls
- Too Cool For School
- Halley's Waitress



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Government Change. The Lies Stays The Same


:: Ok, Hosni Mubarak é feio, chato e bobo. Neste ponto todos concordamos. Vemos as revoltas populares pela TV, as reportagens dramáticas, os políticos preocupados e os EUA - sempre eles - tentando mediar uma transição pacífica de 30 anos de ditadura para... para o que, mesmo?

No Xadrez às vezes temos que ceder nossa peça mais preciosa quando queremos ganhar o jogo. Uma lição que um mestre enxadrista tentou me ensinar mas falhou miseravelmente. Talvez por isso, nunca consegu vencê-lo. Com a experiência, você percebe que Política e Espionagem nada mais são do que partidas de Xadrez on crack.

A CIA diz que não tem nada a ver com isso, inclusive afirma que já havia cantado essa pedra há muito tempo e que Obama foi que engoliu barriga. Então, porque seus agentes secretos estão conversando com líderes do quebra-quebra desde o final de 2008, segundo o Wikileaks?

Uma revista brasileira, e quando digo "revista brasileira" quero dizer a VEJA, reporta que os confrontos foram arquitetados por Radicais Islâmicos. Se formos analisar pela reação do líder religioso Aiatolá Khamenei do Irã, que andou dizendo venenosamente que "Mubarak traiu seu próprio povo" ela poderia estar perto da verdade. Como alguns sabem, Israel e Egito não são exatamente amigos e já se estranharam no passado várias vezes e com uma vitória esculachante de Israel praticamente por WO. Mubarak, segundo detratores, estaria traindo o movimento e se aproximando um pouco demais dos judeus.


O que realmente se sabe é que as relações entre os serviços secretos americanos e governantes do Egito sempre foram de uma canalhice engraçada, uma coisa muito parecida com a proverbial mulher de malandro. Pela frente a CIA diz que protege e por trás... bom, só com KY pra aguentar todas as vezes que Abdel Nasser, Anwar Al-Sadat e Mubarak tomaram em seus respectivos traseiros. Mas sempre com amor, claro. Tough love, como dizem.

Então, se Mubarak cair, que governará o Egito? Se depender do lobby americano, a sucessão caberá a Omar Suleiman, o Vice-Presidente. Até aí, nenhum grande problema. Se Suleiman não fosse ex-chefe do EGID, onde ficou 8 ANOS na função, se tornando o mais poderoso Espião-Chefe do mundo, superando até os chefes do Mossad de Israel no Oriente-Médio. E, claro, está na folha de pagamento da CIA desde seu os sequestros de suspeitos de terrorismo para serem torturados no Egito sob sua batuta.

Mas, ops, esquecemos.
A CIA já jurou que não tem nada a ver com isso.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

:: Neste Reino Quem Manda é o Príncipe.


:: Mesmo distante, é muito fácil saber quem os EUA consideram inimigos de ocasião apenas ligando a TV a Cabo. Eles estão lá na HBO, no Telecine, na FOX ou na Warner. A indústria cinematográfica usa seu lobby e poder de broadcast para dizer ao público - "esses são nossos problemas". Se nos anos 80 os adversários eram sempre terroristas líbios, nos anos 90 eram traficantes de drogas e na década passada a bola da vez foram os árabes e os persas, uma ameaça à paz no mundo vem sendo tratada de modo especialmente venenoso mas, curiosamente, com muito pouco impacto na cultura popular - Exércitos de Aluguel. Comece a prestar atenção em filmes/séries como "State of Play", "A-Team" ou "24", "The Unit" e "Jericho".



E, pelo menos dessa vez, há um bom motivo para isso - assim como contratos de espionagem privada já representam dois terços do orçamento de inteligência americana, no âmbito militar negócios milionários e poder sem igual vem sendo dado a corporações paramilitares que, sendo empresas, seu único objetivo é o lucro e não necessariamente o fim de um conflito. O exemplo mais famoso é a BlackWater Worldwide.



Fundada por Erik Prince, de família rica mas treinado como Navy SEAL, a Blackwater faz parte da força de manutenção de guerra em praticamente qualquer conflito em que os EUA estejam metidos arrecadando desde 2001 600 milhões de dólares em contratos com a CIA, 488 milhões em contratos com Departamento de Estado e estavam na força-tarefa do furacão Katrina custando em torno de 240.000 dólares por dia aos cofres públicos. Por seu maquinário e poder de fogo a Blackwater é considerada a empresa de mercenários mais poderosa do mundo.

Até aí, nada de mais. Não fosse o fato da Blackwater (como todas as outras) ter a mentalidade das empresas automobilísticas da década de 80 - muito trabalho e pouco investimento na qualidade. Em outras palavras - seu exército é formado pelo refugo do refugo militar americano. Tudo aquilo que a Marinha cuspiu de suas fileiras ou que serviu o exército apenas para conseguir dar baixa e entrar numa dessas firmas. O resultado não poderia ser diferente - assassinato, massacres, ações ilegais sem direito a perseguição legal dos envolvidos e o ódio anti-americano gerado pelas incursões no Iraque, Afeganistão, Paquistão e - agora - na Somália. Em alguns países em conflito a Blackwater já foi proibida de botar os pés pelo caráter duvidoso de toda a corporação.



A empresa virou um embaraço pro governo estaduniense que apesar de levá-la ao Congresso várias vezes para se explicar, muito pouco pôde fazer e até mesmo Barack Obama, que não tinha nada a ver com o assunto, está pagando o pato e a língua pois acaba de deixar a CIA assinar mais de 100 milhões de dólares em novos acordos com a empresa, que mudou seu nome para Xe Services. É como diria Prince, aquele outro, you don't have to be cool to rule my world.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

:: Se os EUA Querem Ser o Wikileaks, Podem.



:: Você ainda não sabe quem é Valerie Plame Wilson. Mas nos EUA, qualquer cidadão um pouco mais interessado em relações internacionais já a conhece desde 2003. Valerie é conhecida por ser uma esposa dedicada, uma mãe amorosa e - agora - sua antiga vida profissional é de conhecimento público. Valerie Plame costumava ser uma espiã da CIA até ser traída pelo próprio governo.

Valerie era uma NOC (Non-Official Cover), o verdadeiro tipo de espião que age infiltrado para sempre e sem apoio que, caso seja capturado, os EUA não tem nenhuma obrigação de reclamar como seu agente e pode deixá-lo para apodrecer na cadeia ou ser executado sem ressentimentos de ambas as partes. Mas trairagem não fazia parte do contrato.

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Tudo porque Valerie cometeu um pequeno engano - se apaixonou e casou com um ex-diplomata e político honesto, Joseph Wilson. Um cara qu teve a pachorra de escrever um op-ed para o The New York Times alegando que segundo suas investigações o Iraque não tinha a capacidade de longe de fabricar ou comprar armas de destruição em massa - argumento que levou à Guerra do Iraque. Segundo Wilson, o governo estava manipulando e exagerano as informações para forçar a invasão.

Desnecessário dizer que os Republicanos se enfureceram com Joseph Wilson e tentaram derrubá-lo de qualquer jeito. Não achando um bom caminho, foram atrás da mulher dele vazando para jornalistas sua verdadeira identidade, seus contatos, suas missões e pondo em risco toda a rede de espionagem que dependia dela. De repente, Valerie Plame era a espiã mais famosa dos EUA sendo que nem mesmo sua família desconfiava. Mesmo protegida pelo Intelligence Identities Protection Act, a CIA queimou sua operativa e quase destruiu sua família sem pensar duas vezes. A ordem, claro, veio de cima, de Dick Cheney ('memba him? Ex-vice-presidente, acusado de suborno na Nigéria?).

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Óbvio, sem emprego, sem carreira e sem contatos na comunidade de inteligência, Valerie fez a única coisa que podia para garantir seu futuro - vendeu a história para Hollywood. O filme de sua vida, estrelado por Naomi Watts e Sean Pean (que faz Joseph) deve estreiar no Brasil em breve. Se me perguntar, é o que Julian Assange do Wikileaks deveria estar fazendo NESTE momento.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

:: WikiLeaks Won't Go Anywhere, Folks!



:: Este ano na política internacional pertenceu a Julian Assange.
Ativista digital, hacker, terror dos países e corporações com segredos a proteger. Completamente Louco, se me perguntar.

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Depois do vídeo Collateral Murder, que mostra o massacre de inocentes por um helicóptero Apache americano, da liberação de arquivos secretos sobre a Guerra do Afeganistão, depois o despejo de todas as atividades americanas na Guerra do Iraque, o seu site WikiLeaks desferiu semana passada mais um golpe contra os EUA, com o mais do que comentado CableGate - os milhares de telegramas trocados entre as embaixadas dos EUA revelando que alguns diplomatas não deveriam se envolver em espionagem e não passam de velhotas fofoqueiras. Deixem isso para os profissionais.

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Até o momento, todas as vezes que os países envolvidos e instituições vazadas (até mesmo cultos religiosos como a Cientologia, etc) tentaram bater em Assange, ele revidou mais forte. A questão é até quando ele poderá aguentar nesse ritmo sem ser assassinado ou ter sua vida destruída. E quem acompanha a trajetória do seu site com atenção há muito tempo se pergunta o que ele vai fazer a seguir.

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E se você acha que já ouviu coisas demais sobre o CableGate e não entende porque a pressão internacional para derrubar o site mesmo que várias cópias dos teçegramas já tenham sido feitas, a novela ainda está longe de acabar. Dos 250 mil documentos liberados até agora somente 600 vieram a público.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

:: Corra Que a ABIN Vem Aí!



:: A última liberação, ontem. pelo WikiLeaks de documentos de comunicação das embaixadas americanas que provam que a CIA estimula seus diplomatas a espionarem os líderes e comunidades dos países que estão baseados não é uma pedra no sapato e embaraço apenas para os EUA. Novas traduções provam que o Brasil também está envolvido indiretamente na Guerra Mundial ao Terror, mas daquele jeitinho que todo mundo já conhece.

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Para não denegrir a imagem da comunidade árabe residente e bem estabelecida em território nacional, especialmente em São Paulo, a Agência Brasileira de Inteligência, a Polícia Federal e outros órgãos persegue e mantém vigilância em elementos infiltrados desde 2005 com o intuito de recrutar e treinar jovens para o Hesb'Allah.

Entretanto, segundo os relatórios do WikiLeaks, o Brasil nega qualquer envolvimento nas questões alegando que as prisões e operações contra-terroristas tem relação com fraude e tráfico de drogas. Em outras palavras, o país quer que os EUA não se metam no que não foram chamados.

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Mesmo assim, enviados e espiões americanos estão por aqui para vigiar especialmente sunitas e jovens libaneses que estariam supostamente mais suscetíveis à ideologia extremista e se aproveitando do apoio da comunidade árabe na triplice fronteira (aquela terra de Marlboro) para se organizar em missões de treinamento e ensaio para atividades no estrangeiro.

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Por que o Brasil não quer ligação oficial com países aliados no combate ao terror? Bom, da última vez que uma célula terrorista pintou por aqui, nos anos 70, as forças de segurança do exército mataram tudo que falava árabe e não eram vendedor de quibe. Vamos dizer que se houver qualquer atentado em terra brasilis, não vai sobrar Habib's sobre Habib's dessa vez.

:: Está Aberta a Temporada de Caça.



:: Alguém já disse que Diplomacia é a arte de dizer "calma, cãozinho, calma!" até se achar um taco de baseball. Nas relações entre os países com armamento nuclear (EUA, França, Inglaterra, Rússia, Índia, Paquistão, China e Israel) com os que buscam ter o mesmo coringa (Irã e Coréia do Norte) a pancada é forte.

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:: Por isso não é de se estranhar que, enquanto diplomatas e ministros do exterior discutem restrições e acordos nucleares, forças da comunidade de inteligência cut the bullshit e vão direto ao ponto - eliminar a concorrência. Se a memória não falha, o atentado a bomba de hoje que matou um cientista nuclear iraniano, feriu sua esposa e deixou outro em estado grave é o terceiro de uma lista negra que só tem a crescer nos próximos anos.

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:: Se eu tivesse que adivinhar, sem as evidências em mãos, eu diria que o adesivo no porrete usado nesta ação de hoje - que estaria tornando a disciplina de Física de Partículas a mais baixa relação candiato/vaga das universidades do Irã - teria um adesivo escrito em letras bastonadas "Mossad & CIA".

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

:: Uma Arma às Quartas | Rio Special Edition

:: Neste verão, uma opção refrescante certamente são os drinks mais cítricos, com muito gelo picado com rum ou vodca. Em cidade escaldantes como Rio de Janeiro e São Paulo dentre as vedetes pode se destacar a Tequila Sunrise, o Mojito e, óbvio, a Caipirinha. Contudo, se você prefere algo mais quente e encorpado, você pode uma antiga receita finlandesa, o Cocktail Molotov.



:: O Cocktail Molotov é, sim, considerado uma eficiente arma de combate desde seu uso na Guerra Civil Espanhola e seu nome é uma ironia com Vyacheslav Mikhailovich Molotov, diplomata russo responsável direto por genocídios inteiros na Ucrânia... a really good guy... em troca por sua singela participação na Guerra Invernal, os finlandeses batizaram a garrafinha em sua homenagem. Normalmente relegado ao escalão de arma favelada, o Cocktail Molotov usado com estratégia podia inutilizar até mesmo tanques -jogue um na entrada de ar de um blindado e veja.



:: Há várias versões do preparado mas se você não é do tipo austero ou clássico, você pode sempre contar com a boa mistura de petróleo, álcool e detergente. Em poucas palavras, o detergente confere aderência do combustível na superfície desejada, um pouco do líquido sublima rapidamente e a fagulha faz o resto.



:: Pela facilidade de se preparar em casa, o Cocktail Molotov ainda é extremamente popular em guerrilha urbana e saber preparar um deve fazer muito sucesso entre as gatas... no Complexo do Alemão, por exemplo.

:: Scooby-Doo Já é Uma Arma.



"Eu teria conseguido se não fossem esses
moleques intrometidos e esse cachorro idiota".

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

:: Um Serviço de Inteligência em Novembro



Se Hamlet vivesse nos tempo atuais, nunca precisaria ficar indeciso entre matar seu padrasto, casar ou comprar uma bicicleta. Hoje em dia, quando há algo de podre no Reino da Dinamarca, a melhor maneira de conseguir provas concludentes de ação inimiga é chamando o Politiets Efterretningstjeneste, o PET. O Serviço de Inteligência e Segurança da Dinamarca tem funções muito similares ao MI5 inglês cuidando das ameaças domésticas ou ações estrangeiras no território da Pequena Sereia.

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Uma das funções mais interessantes do PET é servir de guarda-costas 24x7 para a Família Real Dinamarquesa e algumas figuras infames como o cartunista Kurt Westergaard - aquele do desenho de Maomé com uma bomba no turbante. Desde o incidente, Westergaarrd tem vivido com um alvo nas costas. Sorte do Danilo Gentili que no Brasil isso não acontece.

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Se o PET não é conhecido do público em geral, a situação pode mudar agora com o mais novo escândalo de espionagem americano que foi flagrado espionando centenas de cidadãos nórdicos, Dinamarqueses incluídos, de forma ilegal através de suas embaixadas. A CIA, como de costume, fazendo mais e maia amigos lá fora. As denúncias vem depois que Islândia (longe pra caramba) acusa a embaixada dos EUA em Reykjavik de fazer o mesmo. Até que faz sentido, se eu fosse jihadista me esconderia por lá.

:: Uma Arma às Quartas

Você provavelmente já está cansado destes alarmes que não impedem realmente nenhum roubo, servem apenas para criar uma pequena ilusão de segurança e chatear os vizinhos com "este automóvel está sendo roubado, por favor ligue para...".

Se você procura realmente um sistema de proteção anti-furto eficiente, faça você mesmo. E pros iniciantes eu certamente aconselharia uma combinação do alarme tradicional ligado a uma Claymore M18A1, por várias razões.



A Claymore é uma mina direcional relativamente leve, prática e versátil. Consiste basicamente de um invólucro côncavo-convexo, contendo uma camada de C-4 e uma matriz de aproximadamente 700 esferas que, em caso de explosão, e graças ao seu formato dinâmico, cobrem um ângulo de 60 graus de eficiência a 1.200 m/s sendo positivamente mortal a 50m com alcance máximo de 250m.



Os uso mais comum da Claymore é em armadilhas. Entretanto ela pode ser disparada remotamente e até mesmo em tempo (curto) programado. Por esta malemolência, o tratado que controla o uso de minas permite seu manuseio em modo remoto. É tão simples que até uma criança pode aprender, e muitas aprendem, a começar pela primeira instrução na sua superfície ("este lado virado para o inimigo"). Ela possui até mira.



Mas só por precaução evite deixar o explosivo virado para a rua quando sair do carro, ligar o alarme e for ao supermercado. Afinal, não queremos causar nenhum acidente de trânsito, queremos?

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

:: Em Breve, Num País Perto de Você.

:: Estreou esta semana no Oriente Médio um trailer de filme sobre estrangeiros inocentes que são massacrados e uma unidade secreta que é enviada para eliminar cada um deles como retribuição. Você já viu esse filme antes... não fossem os inocentes turcos e os assassinos... israelenses. Este é o mote do mais caro filme turco baseado numa série de TV chamado "Valley Fo The Wolves: Palestine".



O herói, cujo nome é Polat Alemdar, é uma mistura de Jack Bauer + Rambo que encabeça um grupo de elite que invade território israelense para caçar os responsáveis pelo assassinato de uma dezena de pessoas numa FLOTILHA que foi abordada por soldados das forças especiais de Israel. Hmmm, que coincidência. Polat Alemdar mata, prende e arrebenta dentro das fronteiras do país matando soldados, derrubando helicópteros, o pacote completo.

Desnecessário dizer, a Nação da Estrela de Davi está muito puta com a prévia exibida. A série de filmes já foi taxada de anti-americana (o que está na moda), anti-cristã (o que é nunca foi problema no ocidente) e agora anti-semita (o que, diferentemente, sempre gera polêmica grossa) sugerindo inclusive que o governo de Israel esteja preocupado com a desenfreada natalidade árabe em seus territórios - e realmente alguns analistas acham que árabes vão superar a população judia em questão de poucas décadas.

Em certo ponto, um soldado em Gaza pergunta a Polar "O que você veio fazer em Israel?", no que ele retruca "Eu não vim a Israel, vim a Palestina". Vocês podem imaginar o que a produção turca, que estréia em Janeiro, ainda não vai causar por aquelas bandas especialmente num momento onde a diplomacia entre Judeus e Turcos não anda muito boa desde o episódio da flotilha e o povo de Gaza já considera a Turquia como uma nação justa e amiga.
 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

:: Terrorismo Para Leigos



:: Se você sempre sonhou em se juntar Al-Qaeda, fugir da CIA nas cavernas do Paquistão cercado apenas de cabras - que lhe dão leite, companhia e carinho nas noites frias - e decapitar infiéis mas seu orçamento só lhe permite xingar muito no twitter SEUS PROBLEMAS ACABARAM com o Technical Mujahid, o Manual de Treinamento para Jihadistas.

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A revista que circula nos foruns mais provocativos do mundo islâmico diz que o muçulmano que teme Allah mas que teme ainda mais os serviços secretos do Grande Satã pode pregar a resistência sem medo na comodidade do seu lar apenas seguindo as dicas nela contidas. Uma de suas edições relata com didatismo os seguintes capítulos:

1) Comunicação Secreta e Como Esconder Mensagens em Imagens
2) Webdesign de Websites de A a Z
3) Armas Inteligentes, Mísseis Portátes de Curto Alcance
4) "Secrets of Mujahideen"
5) Video e Legendagem

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Basicamente, o que este adorável boletim eletrônico ensina é ao jihadista de boutique como contribuir de forma real com a causa dos extremistas escondendo códigos com programas Esteganografia e encriptação (citando o tal programa "Secrets of Mujahideen") até mesmo com exemplos práticos de comunicações reais entre insurgentes no Iraque utilizando avatares (como os do twitter).

Para os terroristas mais marqueteiros, há seções que explicam a colocar sites com propaganda radical em sites estrangeiros já que "webmasters árabes são incompetentes". Indica as armas mais eficientes para derrubar alvos maiores como helicópteros Apache, preferencialmente mísseis Stinger com links de download para manuais de operação e tudo o mais. Mais informativo do que o helpdesk da LocaWeb, por exemplo.

E caso você venha a cortar a cabeça de algum jornalista americano, o instrutivo manual até demonstra como arte-finalizar um vídeo com fundo musical adequado, legandas em inglês e eliminação de ruídos que possam identificar o local onde foi filmado. Possuindo até informações úteis de como forças de segurança grampeiam telefones celulares, o Technical Mujahid é praticamente a Bíblia do terrorista amador. Quero dizer, Bíblia não...


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

:: Torture? Yes, We Can!



:: Imagine que você está tomando seu café no aeroporto e, subitamente, a próxima coisa que você se lembra é de que foi drogado, encapuzado e levado num avião de carga para algum país distante o qual você não faz idéia. Lá você é preso, interrogado e torturado até que solte uma informação qualquer sobre um assunto que você desconhece e confesse relação com pessoas que nunca ouviu falar. Fosse uma quadrilha isso seria chamado de Sequestro. Quando a prática é governamental, recebe a alcunha de "Sentença Extraordinária".

Black Site é o nome de locais onde governos cuja constituição não permite interrogatórios avançados (a.k.a. "Tortura") levam seus combatentes inimigos capturados ou suspeitos de atividades terroristas para angariar informações sobre atividades de suas supostas células. Tanto a CIA como o MI6 são acusados regularmente do uso de tais brechas legislativas para conseguir proteger seus cidadãos sem ferir as leis do país.

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E foi assim que Khalid El-Masri teve a infelicidade de ser quase homônimo de Khalid al-Masri. O primeiro um simples cidadão alemão cuidando da sua vida e o segundo um alto membro da Al-Qaeda. Khalid foi abdizido na Macedônia e transferido para uma prisão no Afeganistão pela CIA onde foi surrado e eventualmente sodomizado durante meses até que um diretor da CIA avisou à Condoleeza Rice, então Conselheira em Segurança Nacional do Governo Bush, de que Khalid era inocente e ordenasse sua soltura no meio de uma estrada deserta na Albânia.

Khalid não teve direito à retratação, desculpas, um "foi malzaê" e nem mesmo gratificado com as impressionantes milhas aéreas. Óbvio, abriu a boca pra todo mundo que quisesse ouvir - o que inclui os principais jornais americanos.

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Extenso debate sobre "Setença Extraordinária", também conhecida como "Torture By Proxy", causou embaraços para os Republicanos e Obama jura de pés juntos que no seu governo isso não seria permitido. Considerando que os EUA possuem black sites no Afeganistão, Bósnia, Cuba, Iraque, Kosovo, Lituânia, Paquistão, Polônia, Romênia e Tailândia e que legisladores americanos avisaram que não é contra a lei tortura em outros solos ele provavelmente quer dizer: "No, We Shouldn't but YES, WE CAN."

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

:: Meu Nome Não é Osama



:: Mesmo que usuários não gostem, é até meio óbvio o que dizem - quem usa drogas financia a violência. E quando se trata de cocaína, também ajuda a financiar o terrorismo. Custear uma guerra santa não é barato. Na falta de recursos para comprar suas AKMs e pastilhas de Semtex, os extremistas apelam para o tráfico de drogas.

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E, assim, a rota de cocaína que sai da Colômbia - que produz aproximadamente 60% da emanda mundial - passa pelo Brasil para chegar até a África, principalmente um país muito pouco conhecido por aqui mas bastante popular na Europa: a Argélia.

A nação é constantemente ameaçada pela organização chamada Al-Qaeda Organization in The Islamic Maghreb, também conhecida na roda de samba como AQIM.

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Algumas das atividades desse exclusivo clube de salafistas incluem sequestro, bombas, assassinato político com o intuito de desestabilizar governos islâmicos frágeis africanos e que declarou como inimigos a França, a Espanha e - pasmém - os EUA. E um de seus métodos e lotar a Europa com toneladas cocaína vinda da América do Sul ganhando milhões de dólares no processo.

Usados, também, para bancar a vida boa deste cara .
 
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